quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Guerreiro menino.

Um homem também chora                                                                       
Menina ,morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de um descanso
Precisa de um remanso
Precisa de um sonho que o torne perfeito
Um homem se humilha, se castram seus sonhos
Seu sonho é sua vida e a vida é o trabalho
E sem o seu trabalho
um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
É triste ver esse homem
Guerreiro menino
Com a barra em seus ombros no fundo do peito
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama.
E ama.
Não dá pra ser feliz!
Não dá pra ser feliz!
Não dá pra ser feliz!
Não dá pra ser feliz!
                                       Luiz Gonzaga Júnior(Gonzaguinha)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vista cansada.


Se eu morrer,morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isso: um certo modo de ver. O pior é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente  ver pela primeira vez o que você vê todo dia sem ver.Parece fácil,mas não é. O que nos é familiar,já não desperta curiosidade.O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia,por exemplo,pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho,você não sabe. De tanto ver, você não vê Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre,pontualíssimo,o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes passava um recado ou uma correspondência.Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos,nunca o via.Para ser notado,o porteiro teve de morrer. Se um dia em seu lugar estivesse uma girafa,cumprindo o rito,pode ser que ninguém desse pela sua ausência.O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver.Gente,coisas,bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto,ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher,isto existe  as pampas . Nossos olhos se gastam no dia-a-dia,opacos.

É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
                                                                                           Otto Lara Rezende.

Amadas e amados, hoje uma colega de trabalho me disse que, há tempos atrás, nós professores éramos tratados com mais carinho pelos alunos.E porque nos viam com pessoas merecedoras do seu afeto, também gozávamos de mais respeito e consideração. Por quê será que tudo mudou? Não será. por acaso a indiferença uma das causas do desânimo  de alguns profissionais. Talvez o descaso com que  nos relacionamos com aqueles que de alguma forma nos prestam algum benefício seja devido a nossa visão estática de que tudo dura para sempre. Assim quando quiser ou precisar a pessoa vai estar lá... Visão egoísta! É preciso aprender olhar o mundo,ver e apreciar as coisas que, de algum modo nos alegra, antes que o tempo passe e seja tarde demais...
Forte abraço. Fiquem com Deus. Para nós todos, muita paz!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Consciência negra - 2

     
No seu processo de mudanças constantes, a História transforma a sociedade,construindo novos sonhos abrindo novos caminhos.

O passado escravocrata deixou no povo afro-descendente as marcas dos quilombos,dos engenhos de açúcar, das senzalas.

Verdadeiros líderes,destemidos guerreiros surgiram durante as lutas para livrar-se da escravidão. Heróis como por exemplo Ganga Zumba e Zumbi dos Palmares,morreram lutando pela liberdade. Por isso, no dia 20 de novembro,data da morte de Zumbi é lembrada como dia Nacional da Consciência Negra.

Os afro-descendentes muito trabalharam para ajudar a construir as riquezas do País. Porém a discriminação que prevaleceu e intensificou ainda prevalece em muitas repartições públicas e vivências culturais. Isto no entanto não deve ser motivo para intimidar os povos discriminados a prosseguirem com sua luta e consolidar as suas conquistas.Que possamos reconhecer o rosto da nossa gente e a sua valiosa contribuição na formação da Nação.

Zumbi dos Palmares nos deu o exemplo de nunca desistir até ver renascer a esperança de um novo dia, e força para lutar por uma vida digna, através da busca constante de reconhecimento. Não se deve sentir vergonha de sua cultura,suas tradições e capacidades.

Inúmeros afro-descendentes se destacaram e destacam se revelando pessoas importantes no esporte, na política,nas igrejas, nas escolas...

É necessário aceitar as diferenças. É preciso que as pessoas entendam que não são únicas e que na diversidade  de culturas, sonhos, idéias,a sociedade pode crescer muito mais.

Sonho que irá chegar um novo dia em que todos oprimidos terão vez. Em que cada um independente da sua cor ou raça possa participar do seu país como cidadãos livres e aceitos por todos; que cumpram o seu dever mas tenham direito de progredir com perspectivas de sucesso.Assim  a história vivida e narrada por todo um povo resistente e lutador será outra. E estaremos no rumo certo para o fim do racismo,do preconceito, da exclusão social.

Será que já acabou mesmo a escravidão, o racismo, a crença de que uma raça é superior à outra? Será que todos os cidadãos podem andar tranquilamente no lugar em que vivem, com orgulho de que a sua cor, a sua cultura não são obstáculos a que tenham o seu lugar "ao sol"?

"Animados pela fé,e inspirados nos ideais dos líderes da resistência, bem certos da vitória,vamos fincar nosso pé e fazer a nossa história"!

                                                       Adaptação do texto  Fim do Racismo e Exclusão de Zelinda Scalfoni Rodrigues


                          Um forte abraço. esteja com  Deus. Para você e sua família,muita paz!